Criciúma (SC)
A volta às aulas nesta segunda-feira (23) marca o início do semestre letivo de 2026 na Unesc, em Criciúma, reunindo estudantes de diferentes regiões do Brasil. Acadêmica de Fisioterapia, Gisele Costa, natural de Belém do Pará e filha de pai descendente indígena, percorreu mais de 3,7 mil quilômetros até o Sul catarinense em 2017. Ela conheceu a Universidade ao acompanhar uma amiga no curso de Psicologia e, durante o acolhimento, ouviu sobre o Programa de Equidade Racial. “Achei que estava muito distante, e agora estou na quinta fase e muito feliz”, afirma.
O retorno também reúne trajetórias como a de Vitor Saccon, natural de Criciúma, que viveu 15 anos em Fortaleza e iniciou a graduação no Nordeste antes de retornar ao município. “Estou na Unesc há dois anos e amando a minha decisão. Sempre fui muito bem recebido aqui e os projetos de Extensão nos inserem no mundo do trabalho”, relata o estudante de Odontologia. Do interior do Amazonas, Liliane Fernandes, do povo indígena Apurinã e natural de Lábrea, ingressou pela política de Equidade Racial. “Minha escolha pela Unesc aconteceu antes mesmo da bolsa”, conta.
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Segundo a reitora em exercício, Gisele Silveira Coelho Lopes, o estudante ocupa posição central no projeto educacional. “Somos parte de uma Instituição amplamente democrática, pautada pelo diálogo. A Universidade Comunitária pertence à sociedade e deve permanecer aberta às múltiplas vozes que a constituem”, enfatiza. Ela destaca ainda que o ciclo letivo de 2026 propõe corresponsabilidade, cultura de paz e qualificação das relações no ambiente universitário.
A reitora licenciada e atual secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, relembra a expansão institucional. “Em 2017, quando assumi a gestão, não tínhamos oito mil estudantes. Em 2019 chegamos a 10 mil. Hoje alcançamos 19 mil acadêmicos”, ressalta. Em 2025, a área da Saúde realizou 252 mil atendimentos gratuitos e as Clínicas de Direito Humano ultrapassaram sete mil acolhimentos jurídicos. A formação continuada de professores da educação básica somou 256 horas de capacitação.
A política de inclusão também é citada pelo acadêmico de Direito Antoniel Costa, que ingressou pelo Uniedu e permaneceu no programa mesmo após o surgimento do Universidade Gratuita. “Quando entrei, fui abraçado. A equidade se materializa no campus”, afirma. A pró-reitora de Ensino, Graziela Giacomazzo, destaca que a Graduação Multi integra projeto pedagógico em constante qualificação. “Nossos estudantes mantêm contato com problemas reais desde o início da trajetória”, reforça.
Entre as trajetórias individuais, a acadêmica de Direito Giovana Rezende ingressou em 2024 pelo Programa Universidade Gratuita. “Sempre quis estudar na Unesc”, relata. Atualmente, ela preside o Centro Acadêmico do curso. A presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Camila Jacoby, também ressalta o diálogo institucional. “É por meio do diálogo que conseguimos colocar projetos em prática”, declara.
Na área da Pesquisa, a acadêmica Camila da Costa atua há quatro anos na iniciação científica e no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. “A pesquisa nos coloca diante de desafios reais da saúde”, afirma. Conforme a diretora de Pesquisa, Sabrina Arcaro, os projetos contam com investimentos próprios e apoio de agências como Capes, CNPq e Fapesc.
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